Era uma vez uma almofada. Uma almofada é só uma almofada, pensas tu. Uma almofada é só um sitio onde podes largar os teus sentimentos. Onde podes pousar a cabeça e deixar escorregar as lágrimas, onde podes transbordar de euforia e abraçar com toda a força, que ouve tudo quando falas com os teu botões e ocupas a mente de problemas, quem te faz companhia quando o sono não chega e quem te segura a alma pesada enquanto dormes. Quem enroscas no teus braços em falta de algo melhor e onde explodes a raiva acumulada a outros. Afinal, não é assim que todos vem as almofadas?
E já viste como são moles mas fortes? Já viste como aguentam tudo isto e ainda lá estão no dia seguinte, prontas para o que der e vier?
Uma almofada é só uma almofada.
Um dia pega numa faca e rasga a tua almofada, vais ver que o seu interior são penas, frágeis e pequenas e que toda a sua vida estiveram encurraladas naquela prisão de tecido espesso, repara que a primeira coisa que acontece é tentarem a todo o custo levantar voo e explorar o exterior, mas que são fáceis de apanhar e estragar. Que são como pequenas crianças a aprender a andar, e por isso são simples presas apetitosas dos sarilhos.
Há pessoas que são assim, como as almofadas. Mas que importa? Uma almofada é só uma almofada.
sábado, 6 de Junho de 2009
Almofadas
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Pestanejos almofadas amor
domingo, 10 de Maio de 2009
Viver de amor
Para mim a vida é feita de amor. Pequenos pedaços de amor, amor que damos e recebemos. Amor, puro e cintilante. Porque para se chamar realmente “Amor” terá de ser do mais cristalino, daquele inocente e inquebrável. Do que vale a pena. Esse amor que se esconde em sítios diversos, quer seja num coração apaixonado, num amigo verdadeiro, numa palavra sincera, num gesto inquebrável ou numa memoria antiga. Quer seja num passeio a chuva, num raio de sol quente, numa musica alegre ou num mergulho no mar. Mas o Amor que temos de encontrar primeiro, é aquele que se encolhe no nosso coração a espera de ser resgatado, aquele que nos faz querer dar o mundo a alguém, querer guardar as estrelas e viver a vida. O Amor que guardamos do passado, distribuímos ao presente e reservamos para o futuro. O Amor que nos faz erguer o queixo e lutar com todas as armas. O Amor que nos faz sorrir quando tudo corre mal. O que nos limpa as lágrimas e nos levanta do chão. Que nos abre as portas ao mundo e nos limpa a alma para saborear o que há de melhor. Mas por vezes nem esse chega, por vezes corremos rumo a outro, ao Amor dos corações acolhedores. Os corações que sabemos que guardam amor para nós, aqueles que abraçamos, aqueles onde pousamos a cabeça e explodimos um rio de lágrimas, assim, em silencio. Silencio que por vezes é quebrado por palavras escorregadias nos ouvidos e pegajosas no coração partido.
Corremos rumo a esses corações quando o nosso não tem Amor suficiente, e corremos rumo deles quando o nosso tem Amor em excesso. Quando amamos, há um equilíbrio natural, os corações simplesmente completam-se. E quando amamos e ambos tentam oferecer Amor, cria-se uma atmosfera de um doce cheiro a cumplicidade, cria-se um mundo construído de afectos, escreve-se uma história.
E mesmo quando tudo acabar, quando o nosso coração cair novamente na pedra de mármore fria e corrermos para um outro coração amigo que o encha novamente, mesmo quando os corações já não se encaixarem um no outro, quando o mundo ruir, e o cheiro evaporar, a história nunca morrerá.
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Pestanejos amor amar vida
domingo, 3 de Maio de 2009
Pote de Ouro
Sou feliz. Sim, muito feliz. Tenho quem mais quero ao meu lado, tenho montes de sorrisos e gargalhadas, raios de sol, nuvens e arco-íris. Tenho o luar, as estrelas e o mar. Tenho mãos quentes encostadas as minhas, abraços apertados, beijos ternurentos, cócegas infinitas e palavras sentidas. Tenho campos verdes por onde correr, poças de agua para salpicar, pedrinhas para chutar, colinas para rebolar, musica para cantar e chocolate para saborear. A vida recheada de amor para dar, um mundo para conquistar e uma estrada para caminhar. Uma mão cheia de sonhos para lutar, histórias para contar e memorias para guardar. Sou pelo simples da vida. Porque é nas coisas mais insignificantes que se escondem os melhores sentimentos. Os mais puros, verdadeiros e sinceros. E são essas que me fazem acordar com os olhos a brilhar, açúcar no coração e euforia de viver.
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domingo, 22 de Março de 2009
Melhor Amiga
Então é assim, existe uma pessoa neste mundo, e se querem saber no meu mundo é a melhor pessoa de sempre. É a pessoa que me rouba sorrisos nos piores momentos, é a pessoa que me aperta a mão quando a tensão aumenta, é a pessoa que me envolve nos seus braços quando o planeta me cai aos pés.
è quem me ajuda a carregar com todas as rochas da vida, é quem me levanta do chão e quem afasta as nuvens negras.
A forma como me acompanha passo a passo no estrada da vida é a coisa mais compensadora de sempre. Todas as pequenas coisas que trocamos, todas elas se gravam no meu coração tornando-o maior e mais forte. és o meu diário, o meu confessionário, o meu poço de desejos e a minha fonte da vida.
És a que mais me dá, a que mais me ensina, a que menos me pede.
Estas demasiado marcada em mim, sei de cor cada olhar, cada sorriso, e cada gargalhada.
És a minha gruta de abrigo, o meu ponto de encontro, a minha cama quente.
Preciso de ti, das tuas mãos, dos teus beijos, das tuas palavras e conselhos.
Desde do primeiro momento soube que íamos ser amigas, nunca achei que crescesse tanto, nunca pensei que pudesse alguém ocupar tanto de mim, mas pode, e tu ocupas-te.
Irei sempre dar-te tudo o possa e tenha.
És o anjinho sentado no meu ombro, és a voz da minha consciência e a alma do meu coração.
E mesmo quando tento explicar-te o inexplicável, usando palavras grandes e pesadas, as únicas formas de to mostrar é amar-te, com tudo o que puder, amar-te.
Obrigado, obrigado por tudo, por cada segundo, por cada momento.
AMO-TE CLOE MATTOS (:
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Pestanejos cloe melhor amiga amo-te
sexta-feira, 13 de Março de 2009
Agarra-me pela mão e salva-me do chão
Leva-me daqui.
Por favor agarra a minha mão com o teu toque mágico e leva-me para um mundo só nosso. Leva-me a lugares onde nunca estive, mostra-me o céu azul e o mar brilhante. Mostra-me como se sorri sem compromissos, como se abraça sem promessas ou como se ama sem dor.
Ensina-me a gritar sem que me arranhe a garganta, ou a segredar com o olhar.
Conhece-me como se fosse tudo o que querias e toca-me como se só precisasses disso para seres feliz.
Encosta a tua mão a minha, o teu rosto ao meu, a tua alma ao meu coração.
Leva-me para casa num dia de chuva, enrosca-te em mim enquanto durmo, olha-me nos olhos enquanto falo e passa os teus dedos no meu rosto a despedida.
Aquece-me com o teu amor, es parte de mim.
Leva-me para um mundo em que só exista um Sol a iluminar os nossos corações enquanto batem numa melodia milagrosa, escreve o teu nome na minha pele com segredos, e destranca as portas para os teus sentimentos. Salva-me quando as tempestades se aproximarem, puxa-me quando estiver a entrar num navio naufragado, agarra-me quando for a cair num oceano de tortura, quando todo o mundo vier cair as minhas costas ajuda-me a aguenta-lo, guarda as minhas lágrimas derramadas e dá-me o teu coração quando o meu estiver em pedaços no chão.
Dá-me a mão e ajuda-me a voar, dá-me a mão e leva-me daqui para um mundo só nosso, onde só nos existimos.
Escreve o meu nome na carta do tempo, sussurra-me palavras majestosas enquanto o teu perfume se entranha no meu casaco.
Deixa-me ver uma luz no escuro, deixa-me ter parte de ti.
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Pestanejos levar amor
sexta-feira, 6 de Março de 2009
Que mais me podem tirar?
Podem tirar-me tudo.
Podem tirar-me o calor do Sol e a brisa fresca de Verão.
Podem tirar-me a musica do mar ou a sinfonia do vento.
Podem tirar-me a grandeza dos trovoes ou a doçura do arco-íris.
Podem tirar-me o esvoaçar de uma borboleta ou o rugir dum leão.
Podem tirar-me a agua de nascente ou o rasto duma lágrima perdida.
Podem tirar-me o tilintar das estrelas ou o brilho nos olhares apaixonados.
Podem tirar-me as cócegas da areia, ou a valentia dos cavalos selvagens.
Querem tirar, tirem.
Tirem-me o pôr-do-sol no mar, ou o amanhecer nas montanhas.
Tirem-me o paladar a Primavera e o arrepiar a Outono.
Tirem-me os campos verdes no caminho da auto-estrada ou a neve deitada nas colinas.
Tirem-me as flores silvestres ou as nuvens pálidas.
Tirem-me o azul do céu ou o brilho da Lua.
Tirem-me os sorrisos tímidos e as gargalhadas incontroladas.
Tirem-me os passeios sob a chuva ou a inocência das crianças.
Tirem-me o cofre das recordações ou a fonte da inspiração.
Até podem tirar-me mais.
Até podem tirar-me os sonhos de criança ou a esperança de crescer.
Até podem tirar-me o vibrar duma canção ou o poder do fogo.
Até podem tirar-me a força dum abraço ou o estremecer dum beijo.
Até podem tirar-me o carinho ou a felicidade.
Até podem tirar-me a paixão e o sentimento.
Até podem tirar-me a força de vontade e a determinação.
Até podem tirar-me o tacto, a fala e a personalidade.
Até podem tirar-me a visão, a audição, o toque e o gesto.
Mas nunca, nunca me tirem o coração nem nada do que o recheia, porque sem ele, nunca serei capaz de viver nenhuma destas coisas.
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Pestanejos sol vida estrelas
sábado, 7 de Fevereiro de 2009
Agulhas nas mãos.
É como queimar-me viva.
Tens um pedaço de mim sem o qual não consigo respirar. Apertas-me o coração como se o esmagasses.
Um puzzle incompleto, pareces a peça mais perfeita para o espaço em branco, mas estás no punho cerrado dela.
És uma cama quente, és o meu abrigo o meu refugio, contigo sinto-me em casa, sinto-me segura protegida e abrigada da chuva. O caminho para o teu lado é feito de vidros partidos, já sinto uma ardor nos pés e vejo sangue derramado no chão. Aí quero parar. Mas o teu calor diz o meu nome, o teu olhar tem o meu sorriso, tento correr mas caio. A dor é demasiado forte. Mais uma vez tento parar. Mas o teu cheiro seduz-me, e o teu sorriso distrai-me. Recolho todos os pedaços de mim espalhados e ergo-me sobre o mundo, instintivamente, as minhas pernas dão mais um passo.
Sinto cada vidro entranhar-se na minha carne, mas pareço nem me importar.
Ela vem e esfrega sal em cada uma das feridas, como se não me magoasse.
É quase como um baloiço, sempre que estou mais perto do céu, sempre que sinto o vento cortar-me a cara, e o Sol a cerrar-me os olhos tudo volta para trás. Os meus pés batem no chão, mergulham na lama e salpica-me o vestido. E novamente voo em direcção ás nuvens virgens.
É como um deserto, a minha voz divaga sem que alguém me ouça, estou perdida no meio de grãos de areia iguais, e tu és a ilusão mais real que tenho.
Encontro-me contigo em todos os meus doces sonhos mentirosos, num mundo que só na minha imaginação existe, aí posso tocar-te sem o peso de um olhar, posso beijar-te sem medos, posso abrir o meu coração sem que o destruas, onde os teus lábios só conseguem pronunciar o meu nome, aí ela não existe, aí ninguém existe a não ser tu e eu. E eu posso finalmente ser rainha, erguer o queixo e reclamar o que me pertence, posso abraçar a noite e beijar o dia, posso cavalgar sobre arco-íris, e adormecer numa nuvem. E acordo, acordo e olho a minha volta, é nesse momento que o meu maior desejo é dormir para voltar ao meu reino encantado.
O copo está meio vazio, os trovões ferem-me, a chuva corrói-me a pele, tenho lama no cabelo e o chão é novamente vidros partidos a cravejarem-me os pés.
Decido finalmente que vou dar a mão ao teu mundo, mergulhar no teu céu, e escrever no teu oceano.
Mas estou num labirinto, para qualquer lado que olhe vejo o teu rosto, o seu rosto, e fujo. O pânico absorve-me a consciência e corro deixando um rasto em cada pegada. Começo a fraquejar até cair no chão, derrotada pela sua falsidade. As pedras que atiro parecem desaparecer no ar, e os gritos que dou absorvidos pelo tempo. Ela está deitada sobre o teu peito, ela conta as tuas estrelas, ela acaricia os teus raios de Sol. Cada lágrima carregada que a minha alma tenta apagar queima-me o rosto.
Raízes velhas prendem-me aquele chão frio e doloroso.
Já quase morta no inicio da vida, sinto os teus braços em volta do meu corpo.
Adormeci novamente.
Quando acordar estarei perdida nesta crua teia viciosa.
E lá estará o seu rosto mesmo atrás do teu.
Olhar de I.C. em 1:52 5 olhares
Pestanejos dor sofrimentos amor